MIT 2010

CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL – BRASÍLIA E RIO DE JANEIRO

DE 4 A 27 DE JUNHO DE 2010

Grandes companhias e criadores europeus e americanos em um mês de temporada.

A conceituada espanhola Marta Carrasco traz Dies Irae, inspirado no Réquiem, de Mozart.

Novo trabalho de Jaime Lorca, ex-integrante do famoso La Troppa, do Chile, que encantou o Brasil com o espetáculo Gemelos.

A Tempestade, a mais nova provocação da companhia Chapitô, de Portugal.

A companhia norte-americana Redmoon encena O Gabinete do Dr. Caligari misturando atores e marionetes em clima de expressionismo alemão.

Em junho, o Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília e no Rio de Janeiro recebe a MIT – MOSTRA INTERNACIONAL DE TEATRO 2010. Durante um mês, do dia 4 ao dia 27, serão quatro espetáculos em cada cidade, apresentando algumas das mais estáveis e criativas companhias da Europa e das Américas. Comédia, poesia, teatro físico, marionetes, uma grande multiplicidade de linguagens a serviço de temas que questionam a experiência humana.

A programação abre simultaneamente, em Brasília e no Rio de Janeiro, na noite do dia 4 de junho. Em Brasília, a companhia portuguesa Chapitô, dona de um estilo único no cenário teatral mundial, apresenta sua mais nova provocação, desta vez sobre a obra de William Shakespeare, com A Tempestade. No Rio, no mesmo dia, sobe ao palco a Cia Redmoon, dos Estados Unidos, apresentando The Cabinet, espetáculo inspirado no clássico do cinema de horror O Gabinete do Dr. Caligari, encenado com atores e marionetes.

Os espetáculos acontecem sempre de sexta a domingo – com algumas exceções, de acordo com a agenda de jogos do Brasil na Copa do Mundo de Futebol. A MIT é uma extensão do FILO – Festival Internacional de Teatro de Londrina, conta com a curadoria de Luiz Bertipaglia e produção da Cena Promoções Culturais Ltda. A mostra já foi responsável por trazer ao Brasil espetáculos marcantes como Fragments, de Peter Brook sobre a obra de Becket, Salt, do Odin Teatret, Gemelos, da Cia La Troppa, dentre vários outros.

PROGRAMAÇÃO BRASÍLIA

De 4 a 6/06 – A TEMPESTADE – Cia do Chapitô (Portugal)

De 11 a 13/06 – GIGANTEA – Cia Les Trois Clés (França)

Dias 17 a 19/06 – GUERRA – Pippo Delbono (Itália)

De 24 a 26/06 – DIES IRAE – Cia Marta Carrasco (Espanha)

PROGRAMAÇÃO RIO DE JANEIRO

De 4 a 6/06 – THE CABINET – Cia Redmoon (EUA)

De 11 a 13/06 – DIES IRAE – Cia Marta Carrasco (Espanha)

De 17 a 19/06 – EL ÚLTIMO HEREDERO – Teatro Inmóvil (Chile)

De 25 a 27/06 – GIGANTEA – Les Trois Clés (França)

ESPETÁCULOS

A TEMPESTADE – Cia do Chapitô (Portugal)

Comédia visual, na qual a voz, os instrumentos musicais, a coreografia corporal, adereços, plasticidade, ritmo, tudo, enfim, está a serviço da criatividade e do otimismo, construindo uma linguagem cênica singular. O teatro da Cia do Chapitô é o teatro dos sentidos, que sintetiza as artes, provoca, propõe um compromisso com o tempo presente. Arte centrada no ator e no jogo entre este e o público, onde a improvisação permeia todo o processo. Para a companhia, o espaço está em constante transformação; habitado por um jogo de volumes móveis e sons, e por objetos que, magicamente, ganham diante da platéia novas funções. O trabalho do grupo já pôde ser visto no Brasil, com Talvez Camões, apresentado durante o CENA CONTEMPORÂNEA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO DE BRASÍLIA e O Grande Criador, visto em São Paulo, no riocenacontemporanea e em Porto Alegre.

A Cia do Chapitô nasceu em 1996, sob direção de José Carlos Garcia, com a proposta de desenvolver um teatro de linguagem própria, que propõe ao público repensar a experiência humana, sempre através do humor. Desde então, a companhia já produziu 25 espetáculos originais, apresentados em vários países da Europa, América do Sul, Oriente Médio e Extremo Oriente.

Direção: John Mowat

Elenco: Jorge Cruz, Marta Cerqueira, Tiago Viegas

Sonoplastia: Tiago Cerqueira

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS

THE CABINET – Cia Redmoon (Estados Unidos)

Espetáculo inspirado no filme O Gabinete do Dr. Caligari, clássico do expressionismo alemão, dirigido por Robert Wiene em 1919, quando ainda não havia som no cinema. Conta a história de um sonâmbulo que cai nas mãos de um médico maníaco, conhecido por O Diretor, num manicômio. Este médico obriga seus pacientes a cometerem atos que vão contra preceitos éticos e morais, até mesmo o assassinato. O paciente mata duas vítimas, mas quando vai cometer o terceiro assassinato tem um instante de lucidez que, embora breve, o deixa em dúvidas. Será que aquilo é apenas um sonho/pesadelo? O diretor Frank Maugeri criou uma série de cenas em miniatura, para invocar o mundo adormecido do paciente. Elas são desenvolvidas dentro de cenário composto por uma enorme escrivaninha e povoado de marionetistas que manipulam os personagens e seus objetos com pinças. Estes atores estão caracterizados na linha do expressionismo alemão. Quase tudo é preto e branco, como no filme original. Apenas alguns objetos são salientados através da cor. Personagens são manipuladas assim como o paciente é manipulado pelo Doutor. O caráter deliberado dos movimentos das marionetes evoca o ritmo de um sonâmbulo. O público entra em estado de transe, espelhando-se no próprio paciente, num clima que evoca o sonho e a fantasia.

A Cia Redmoon foi fundada em 1990, em Chicago, com a finalidade de experimentar várias linguagens da arte contemporânea em conjunto com antigas formas de expressão teatral. Desde então, a companhia tem criado um estilo singular de atuação, que mistura marionetes, acrobacias, interpretação. Durante a última década, Redmoon captou a atenção internacional. As produções do grupo já foram vistas na Holanda, Irlanda, França e Austrália.

Direção: Frank Maugeri

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS

DIES IRAE – Cia Marta Carrasco (Espanha)

Baseado no Réquiem, de Mozart, o espetáculo criado por Marta Carrasco conta com 15 intérpretes, entre atores, bailarinos e cantores, vindos de várias cidades espanholas. Eles desnudam a liturgia e mostram, sem concessões, a debilidade da verdade, indo muito além da missa fúnebre. Dies Irae (Dia da Ira) é um famoso hino em latim do século XIII, usado por Mozart em sua composição. Faz alusão ao Dia do Juízo Final, quando todos serão convocados a se apresentarem diante do trono divino. Assim, representando a complexidade da condição humana, os intérpretes da companhia vão da irreverência à fúria, do desespero ao desvario.

Marta Carrasca tem encantado a crítica e o público desde que criou seu primeiro solo, em 1995. Aiguardent conquistou todos os principais prêmios da Espanha, incluindo os de melhor interpretação feminina de dança e melhor coreografia. Mas antes de criar sua própria companhia, Marta Carrasco dançou com vários criadores. Foi a partir de Aiguardent que ela estabeleceu um estilo na dança européia. Em 2005, recebeu o Prêmio Nacional de Dança, na Catalunha, pelo reconhecimento de seu trabalho na área.

Direção: Marta Carrasco

Intérpretes: Alberto Velasco, Montse Rodríguez, Carmen Angulo, Anna Coll, Joan Valldeperas, Maria José Cordonet, Adolfo Simón, Noemí Padró, Raquel Sánchez, Frantxa Arraiza, Asu Rivero, Manuella Marra, Robert González

Cenografia: Marta Carrasco e Pau Fernández

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS

GIGANTEA – Cia Les Trois Clés (França)

Um menino, sua mãe, a água, o deserto, uma planta mágica, um povo em guerra… Um conto fantástico sem palavras, onde as marionetes, as acrobacias aéreas, a dança e a música proporcionam uma viagem original dentro do mundo insólito de um menino soldado. Dizem que nos primeiros tempos, a Terra produzia uma planta, Gigantea, considerada mágica. Suas raízes profundas e longas, que acariciavam o solo, anunciavam uma vida nova. Num país imaginário, Makou e sua mãe vivem em terras desérticas. A cada dia, partem em busca de um pouco de água para sobreviver. Um dia, o menino encontra um exército de seres híbridos (metade homem e metade animais). Um tirano, rodeado de suas três esposas, ávidas de poder, captura Makou. O menino se torna um soldado, mas não perde o sonho de reencontrar sua mãe.

A Cia Les Trois Clés foi criada em 2004 por Eros Galvão e Alejandro Nunez, um brasileiro e um chileno, dançarinos e comediantes que chegaram à França em 1990. Depois de trabalharem em várias companhias, do circo ao teatro convencional, os artistas decidiram fundar seu próprio grupo, reunindo acrobatas, dançarinos, marionetistas. Em 2006, apresentaram sua primeira criação, Silencio.

Direção: Eros Galvão e Alejandro Nunez

Elenco: Eros Galvão, Alejandro Nunez, Sigfrido Rivera e Lenuta Roman

Marionetes: Théâtre de Marionnette de Arad (Romênia)

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 ANOS

EL ÚLTIMO HEREDERO – Teatro Inmóvil (Chile)

Segundo trabalho dirigido por Jaime Lorca, depois de deixar a Cia La Troppa (o primeiro foi Gulliver, de 2006), o espetáculo mistura atores, marionetes e bonecos manipulados pelos atores em cena. Conta a história de Nepomuceno, um ancião vassalo do rei de Espanha, que chega ao Chile colonial com sua jovem esposa Dolores, como herdeiro de terras e criações de cavalos. Na nova propriedade, nasce o filho Raimundo, só que eles haviam trazido, escondido, um menino, que mantêm em segredo por ser incapaz e menos talentoso. Mas a vida dá muitas voltas e o casal logo perceberá isso.

Jaime Lorca ficou bastante conhecido como um dos criadores do espetáculo Gemelos, um dos maiores sucessos da história do teatro chileno. Depois de passar 18 anos na companhia La Troppa, decide empreender uma nova aventura e cria a companhia Teatro Inmóvil, com a qual estréia Gulliver, em 2006. O espetáculo é visto por mais de 80 mil espectadores, tanto no Chile quanto na Europa e no Brasil, recebendo vários prêmios – como o Prêmio do Público do Festival de Almada, Portugal, 2007. Em El Último Heredero, Jaime se reencontra com os cenógrafos Rodrigo Ruíz e Eduardo Jiménez e começa uma parceria com o dramaturgo Christian Ortega.

Direção: Jaime Lorca

Elenco: Tatiana Torés, Teresita Iacobelli, Matías Jordán

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS

GUERRA – Pippo Delbono (Itália)

Livremente inspirado em A Odisséia, de Homero, o espetáculo fala de várias guerras, mas especialmente a que se trava dentro do ser humano. “Uma guerra atroz”, costuma dizer o diretor, acrescentando: “Dentro de cada um de nós pode haver um Deus ou um demônio, pode existir tudo. O problema é que, mesmo podendo ser tão diversos, não sabemos aceitar o diferente e isso acaba provocando as guerras”. A turnê do espetáculo por Israel e Palestina, foi filmada e gerou o documentário Guerra, premiado em 2004 com o prêmio David di Donatello de melhor longa-metragem. No espetáculo teatral, tipos aparentemente normais vão se tornando, com o desenrolar da história, figuras cada vez mais grotescas. O próprio diretor integra o elenco e, ao final, lê trechos de Buda descrevendo um cenário apocalíptico. Ao longo da encenação, são ditas palavras de Brecht, Primo Levi, da Bíblia, de Charlie Chaplin, Pasolini, Nichiren Daishonin.

Ator e diretor italiano, Pippo Delbone nasceu em Varazze, em 1959. Abandonou a linguagem tradicional do teatro depois de conhecer o argentino Pepe Robledo, com quem passou a trabalhar, indo para a Dinamarca, atuar sob a direção de Iben Nagel Rasmussen. Trabalhou também com Pina Bausch e apresentou-se por vários países da Europa, Oriente e América do sul. O teatro de Delbono consiste num espaço aberto para além das convenções teatrais. Não há fronteiras entre atores e as pessoas comuns do dia-a-dia. Tudo é revelado em cena. Em Guerra, a poesia e a beleza explodem como projéteis no palco.

Direção: Pippo Delbono

Elenco: Fadel Abeid, Dolly Albertin, Gianluca Ballarè, Bobò, Enkeleda Cekani, Piero Corso, Pippo Delbono, Lucia Della Ferrera, Fausto Ferraiuolo, Gustavo Giacosa, Simone Goggiano, Elena Guerrini, Mario Intruglio, Nelson Lariccia, Maura Monzani, Akram Telawe, Giovanni Ricciardi e Pepe Robledo.

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS

MIT – MOSTRA INTERNACIONAL DE TEATRO 2010

Local: Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil – Brasília

Teatro 1 do Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro

Data: de 4 a 27 de junho de 2010

Horários: em Brasília – sexta e sábado, às 21h; domingos, às 20h

Rio de Janeiro – quinta a domingo, às 19h

Ingressos: em Brasília – R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia)

Rio de Janeiro – R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

Informações: em Brasília – (61) 3310. 7087

Rio de Janeiro – (21) 3808. 2007

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