II FESTIVAL INTERNACIONAL CINEMA E TRANSCENDÊNCIA

Segunda edição do Festival que investiga a subjetividade traz cinebiografia de Jorodowsky

*Festival apresenta dez filmes com abordagens diferenciadas da experiência humana na Terra

*Exibição de ‘A Dança da Realidade’, mais recente filme do realizador de cults como ‘A Montanha Sagrada’, inédito nos cinemas do Brasil

*Exibições cinematográficas e shows ao ar livre

De 2 a 7 de dezembro de 2014, Brasília acolhe o II FESTIVAL INTERNACIONAL CINEMA E TRANSCENDÊNCIA, um festival que no ano passado atraiu centenas de pessoas ao Museu Nacional dos Correios, na área central de Brasília. O evento promete encantar a plateia com produções que fogem aos temas do cinema convencional e apresentam olhares diferenciados sobre a realidade, a espiritualidade, a arte e o pensamento contemporâneo. O festival acontece no Auditório do Museu Nacional dos Correios, no Setor Comercial Sul, com entrada franca. O festival conta com o patrocínio dos Correios.

Sob a curadoria do cineasta e músico André Luiz Oliveira e da produtora e jornalista Carina Bini, foram selecionadas dez produções dos Estados Unidos, Brasil, Japão, Inglaterra, Canadá, Chile e Índia. São filmes de curta e longa-metragem que oferecem ao espectador outras possibilidades de reflexão e de autoconhecimento. Além das exibições, estão programados dois debates reunindo o curador André Luiz, o jornalista e escritor Luis Pellegrini, ex-editor da Revista Planeta, o mestre em Psicologia Clínica e Doutor em Desenvolvimento Sustentável Marco Aurélio Bilibio e a artista brasileira Tiffani Gyatso, especializada em arte sacra do budismo tibetano.

A programação oferece ainda dois shows, na área externa do Museu Nacional dos Correios. No sábado, a partir das 19h, o palco será do Jazz Brasil. E no domingo, um pouco mais cedo, às 18h, música a cargo de André Luiz Oliveira, Cláudio Vinícius e Ocelo Mendonça no belo trabalho Mensagem de Fernando Pessoa, no qual poemas do grande escritor recebem roupagem musical. Sempre com entrada franca.

PERFIL VIGOROSO

Um dos destaques do II FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA E TRANSCENDÊNCIA é a cinebiografia do realizador chileno Alejandro Jodorowsky, que além de cineasta é poeta, escritor e psicólogo. Dono de uma trajetória singular na história do cinema, Jodorowsky tem uma legião de seguidores pelo mundo, amantes de seu cinema de contornos surrealistas e profundas reflexões sobre a existência. Do ‘piscomago’, como é carinhosamente chamado, o Festival exibe seu mais recente filme, A Dança da Realidade, uma autobiografia que mistura cinema e poesia.

A programação também traz Occupy Love, um documentário que investiga a crescente insatisfação de diferentes sociedades com o modelo dominante de poder e economia global. O filme aborda recentes acontecimentos como a Primavera Árabe e o movimento Occupy Wall Street para falar da crise que está levando o mundo a um colapso econômico e ecológico. A produção leva a assinatura do premiado diretor canadense Velcrow Ripper, apontado pela organização Film Independent como um dos dez melhores cineastas de 2012.

Ainda será possível ver uma bonita imersão no universo dos ascetas dirigido por Paula Fouce com Nu em Cinzas, um documentário que penetra em locais nunca mostrados pelo cinema, na intimidade dos místicos que se dedicam ao encontro com o Divino; um perfil cinematográfico do artista, escritor e ativista brasileiro Bené Fonteles, curador de exposições notáveis, assinado por André Luiz Oliveira; o raro registro da vida e obra do músico e artista plástico suíço Walter Smetak, que influenciou toda uma geração de músicos brasileiros, como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tom Zé, em O Alquimista do Som, documentário do baiano José Walter Lima; e o curioso Um Grande Salto: E eu, como fico?, de Jamie Catto, que apresenta um retrato do pensamento contemporâneo de várias celebridades de 50 diferentes países – o filme recebeu o Grande Prêmio do Júri de Melhor Documentário no Red Rock Film Festival.

PROGRAMAÇÃO

TERÇA, 02.12
19h30 – Coquetel de abertura
20h – A Dança da Realidade, de Alejandro Jodorowsky
QUARTA, 03.12
16h – Conversando sobre A Arte do Silêncio, com Walter Wiedemann, e Ecocracia: Utopia ou possibilidade?, com Marco Aurélio Bilibiu. Participação de André Luiz Oliveira
19h30 – Quando o pássaro de ferro voar, de Victress Hitchcock
QUINTA, 04.12
16h – Conversando sobre O Dharma através da Arte, com Tiffanis Gyatso. Participação de Luis Pellegrini, André Luiz Oliveira e Bridget Bailey
19h30 – Nu em Cinzas, de Paula Fouce
SEXTA, 05.12
16h – Conversando sobre Abolição das Escravidões, com Luís Pellegrini. Participação de André Luiz Oliveira e Marco André Schwarztein
19h30 – Varanasi, umbigo do mundo, de Lena Tosta e Olivier Boëls – com a presença dos diretores
Ram Dass – Graça Feroz, de Mickey Lemle
SÁBADO, 06.12
14h – Shugendo Agora, de Tateishi Kosho
16h – Alquimista do Som, de José Walter Lima
Cozinheiro do Tempo, de André Luiz Oliveira
Bate-papo com o artista plástico, poeta e compositor Bené Fonteles
19h – Show área externa – Jazz Brasil
20h – Um Grande Salto: E eu, como fico?, de Jamie Catto

 

DOMINGO, 07.12

16h – Dhrupad – Dagar Brothers, de Aravind Sinhá
18h – Show área externa – Mensagem de Fernando Pessoa, com o trio Os Bandarra (André Luiz Oliveira, Cláudio Vinícius e Ocelo Mendonça)
19h30 – Occupy Love, de Velcrow Ripper

SINOPSES

A DANÇA DA REALIDADE (La Danza de la Realidad), Chile, 2013, 130min, 18 anos
Diretor: Alejandro Jodorowsky
Produzido e dirigido por Alejandro Jodorowsky, ‘A Dança da Realidade’ é seu primeiro filme em 23 anos e mistura sua história pessoal com a metáfora, mitologia e poesia. O filme reflete a filosofia de Alejandro Jodorowsky, de que a realidade não é objetiva, mas sim uma dança criada por nossa própria imaginação.
Alejandro Jodorowsky – Cineasta e escritor, nascido em Iquique, Chile, em 1929, radicou-se em Santiago em 1942, onde cursou universidade, trabalhou como palhaço de circo e teatro de marionetes. Em 1955, mudou-se para Paris e estudou mímica com Marcel Marceau. Em Paris trabalhou com Maurice Chevalier e fez um curta-metragem, A Gravata (1957). No período, tornou-se amigo dos surrealistas Roland Topor e Fernando Arrabal e, em 1962, os três criaram o “Movimento Pânico”, em homenagem ao mítico deus Pan. Como parte deste grupo Jodorowsky escreveu vários livros e peças teatrais. Mais tarde, ainda na década de 60, dirigiu teatro de vanguarda em Paris e Cidade do México, e fez seu primeiro filme, Fando y Lis (1968), baseado em uma peça de Arrabal. Em 1970, filmou El Topo que se tornou um clássico cult, assim como seu próximo filme A Montanha Sagrada (1973). Nos anos 1970, dirigiu ainda, Tusk (1979). No início de 1980 começou a trabalhar em Moebius, história em quadrinhos e publicou vários quadrinhos, novelas, desenhos gráficos. Voltou a filmar em 1989, Santa Sangre, que foi aclamado pela crítica e amplamente distribuído. Em 1990 dirigiu Omar Sharif e Peter O’Toole no filme fantasia O Ladrão de Arco-Íris. Ainda na década de 1990, começou a trabalhar em outro filme, muito esperado, Sons of El Topo. A Dança da Realidade é seu trabalho mais recente, estreado no Festival de Cannes de 2013 e aclamado pela crítica e público.
QUANDO O PÁSSARO DE FERRO VOAR (When the Iron Bird Flyes), EUA, 2012, 96min, 12 anos
Diretora: Victress Hitchcock
Em 1959, a invasão chinesa do Tibete abriu as portas para o reino misterioso do budismo tibetano e de repente essa rica e antiga tradição foi impulsionada para o mundo moderno. Meio século depois, a profecia de Padmasambhava tornou-se realidade e os ensinamentos do budismo tibetano são encontrados em todos os cantos da terra. ‘Quando o Pássaro de Ferro Voar’ nos leva a uma viagem íntima e pessoal seguindo o caminho surpreendente de uma das grandes tradições espirituais do mundo das cavernas do Tibet para o mainstream da cultura ocidental. O filme investiga a pergunta: “Nestes tempos de desafios crescentes, podem estes ensinamentos profundos nos ajudar a encontrar a verdadeira felicidade e criar um mundo no século XXI mais compassivo e sano?”
Victress Hitchcock – Dirigiu premiados documentários e filmes educativos por 35 anos e vem estudando e praticando o budismo pelo mesmo período de tempo. Formou-se na Escola de Cinema de Londres e foi bolsista de Criação em Comunicação Social do Conselho de Artes do Colorado. Seus documentários incluem What can I tell you, Song of the Open Road, Children of Wind River, Blessings: The Tsoknyi Nangchen Nuns of Tibet. Escreveu e dirigiu Grandfather Sky, um filme dramático e curto para a Native American Public Broadcasting. Seus filmes educativos incluem Nicholas and the Baby e inúmeros programas de prevenção da violência e da droga para a Discovery Education.
NU EM CINZAS (Naked in Ashes), EUA, 2005, 103min, 16 anos
Diretora: Paula Fouce
Na Índia, em meio a um bilhão de pessoas existem os ascetas e, para as mentes ocidentais, a excêntrica comunidade de 13 milhões de iogues. Eles vivem num mundo nunca visto no cinema. ‘Nu em Cinzas’ é um documentário que oferece um olhar sem precedentes do Yogi Oriental. Esses místicos abandonam a vida material para embarcar com profundidade em uma busca espiritual. O documentário fornece um vislumbre mágico para o mundo desses sábios que encontram um significado profundo em uma vida de castidade, austeridade e devoção. Cobrindo seu corpo do calor com as cinzas dos mortos, o filme traz retratos íntimos da vida desses homens, cuja única missão é experimentar o Divino.
Paula Fouce – A documentarista viajou, aos 19 anos, para o Nepal e Índia para estudar. Na década de 1970, trabalhou como agente de viagens para passeios espirituais, mergulhando ainda mais nas culturas da Índia, Tibete e Nepal. Aprendeu sobre as muitas religiões da região, incluindo hinduísmo, islamismo, sikhismo e jainismo. Sempre muito perto da escola budista, Fouce foi iniciada pelo Karmapa em 1976. Essas experiências, profissionais e pessoais, formaram as bases para os temas de seus filmes. Através de sua empresa Paradise Filmworks, produziu e dirigiu Origens do Yoga e Nu em Cinzas. Seu novo filme é um documentário sobre a intolerância religiosa no qual Dalai Lama tem um papel importante.
VARANASI, UMBIGO DO MUNDO , Brasil, 2012, 17min, 14 anos
Diretores: Lena Tosta e Olivier Boëls – etnofoco
Varanasi é o epicentro do mundo para os hindus, o chão original, de onde o universo todo foi criado e para onde, um dia, ele vai se contrair. Fica ali a encruzilhada entre este e outros mundos, onde Brahman, o absoluto, toca a terra. Tem gente que diz que Varanasi é um sítio de cremação do Universo Manifestado – maya – a ilusão. Certo é que quem mora em Varanasi está sempre sendo lembrado da impermanência desta vida. E não apenas porque lá, o campo de cremação mais disputado da Índia, solta o cheiro pungente de corpos cremados ao ar livre, 24 horas por dia. Afinal, quem morre em Varanasi alcança o moksha, a liberação. A passagem, que em toda parte é temida, ali é bem-vinda. E a profunda transformação do mundo também. Varanasi hoje é um microcosmos da Índia, um subcontinente que vive todas as contradições da contemporaneidade.
Lena Tosta e Olivier Boëls – Olivier Boëls é cofundador da produtora Etnofoco, especializada em produções audiovisuais, fotográficas e em pesquisa antropológica. É detentor de um prestigiado prêmio internacional, o World Press Photo 2000. Entre os prêmios nacionais, ganhou o 1° Foto Arte 2004, na categoria Política e Social, e o Pierre Verger 2002, com a antropóloga Lena Tosta. O Etnofoco apresentou, em 2010, o curta-metragem Cinzas Sagradas na Era de Kali, no Musée du Quai Branly, em Paris, durante o colóquio internacional Arrêts sur Images e integrou a exposição “Índia!”, apresentado no CCBB (SP, RJ e DF), em 2012.
Lena Tosta é doutora e mestre em Antropologia pela UnB com experiência de campo no Brasil, na Índia, no Canadá e na França. Atualmente, conclui uma especialização em Antropologia e Cinema na Universidade Paris X e trabalha com pesquisa antropológica conjugada à produção de imagens, em curadorias, publicações, exposições e em atividades de ensino-aprendizagem.
RAM DASS – GRAÇA FEROZ (Ram Dass – Fierce Grace), EUA, 2001, 93min, 16 anos
Diretor: Mickey Lemle
Nos anos 1960, Richard Alpert e Timothy Leary estavam para a consciência espiritual assim como os Beatles e os Stones para o rock ‘n ‘ roll. Como membros do corpo docente de Harvard, eles começaram a fazer experiências com LSD e em 1963 foram expulsos da universidade. Enquanto Leary continuou a sintonizar e fazer suas experiências, Alpert – cujo pai era um advogado judeu rico e presidente da New York-New Haven Railroad – transformou-se em Ram Dass, um sério e muito amado líder espiritual, autor e conferencista. Seu best-seller de 1971, ‘Be Here Now’ foi distribuído em todo o mundo. O cineasta Mickey Lemle, que conheceu sua vida por 25 anos, equilibra com fascínio um documentário de longa-metragem, com imagens da era hippie, muitas vezes cômicas, e material contemporâneo sobre Ram Dass, e como ele refaz a sua vida desde que sofreu um acidente vascular cerebral há cinco anos.
Mickey Lemle – Produtor e diretor, tem realizado filmes, documentários especiais e séries para televisão desde 1971. Em 1977, fundou a Lemle Pictures. Seus trabalhos de cinema e televisão foram mostrados ao redor do mundo. Mickey serviu no Corpo de Paz dos EUA no Nepal e atualmente ocupa o cargo de Presidente do Conselho de Administração do Fundo ao Tibet. Em 1989, Lemle produziu e dirigiu o premiado O Outro Lado da Lua. Em 1991, ganhou outro prêmio com Nosso Planeta Terra, um poema de amor ao planeta encomendado pelas Nações Unidas. Em 1993, produziu e dirigiu o premiado documentário Compaixão no Exílio: A História do 14º Dalai Lama. O filme teve a presença pessoal de Dalai Lama, apoio e cooperação sem precedentes, foi transmitido pela TV PBS e recebeu inúmeros prêmios, incluindo duas indicações ao Emmy de Melhor Diretor e Melhor Documentário, e o grande prêmio Peace Film Festival. Seu filme de 1996, Apressa-te lentamente: A Viagem de Sir Laurens Van Der Post, tece uma colcha de momentos-chave na vida de um extraordinário escritor, cineasta, líder, estadista e antropólogo através de suas próprias histórias íntimas e recebeu vários prêmios internacionais.
SHUGENDO AGORA (Shugendo Now), EUA, 2009, 91min, 14 anos
Diretor: Jean-Marc Abela
O documentário é uma viagem experimental pelas práticas místicas do ascetismo nas montanhas japonesas. Em Shugendo (Caminho de Aquisição de Energia), os praticantes executam rituais de xamanismo, Xintoísmo, Taoísmo e Budismo Tântrico. Eles buscam a verdade experiencial dos ensinamentos durante subidas árduas nas montanhas sagradas. Através da paz e da beleza do mundo natural, praticantes buscam purificar as seis raízes da percepção, revitalizar a sua energia e se reconectar com sua verdadeira natureza.
Jean-Marc Abela – Cineasta autodidata, com 12 anos de experiência, Jean-Marc concentra suas energias na produção de documentários. Completou dois documentários com recursos independentes. Em ‘Shugendo Agora’, explora a relação do ser humano com a natureza através de uma tradição japonesa. Em “Diversidade”, ele segue um grupo de jovens que embarcam em uma jornada para descobrir a sua relação com a comida que eles comem. Jean-Marc tem viajado pelo mundo com sua câmera e descobriu uma segunda paixão além do cinema, a Permacultura, ciência do design sustentável.
O ALQUIMISTA DO SOM, Brasil, 1978, 11min, 14 anos
Diretor: José Walter Lima
O Alquimista do Som foi filmado em Salvador, tem montagem de Roberto Miranda, narração de Rogério Duarte e som de José Umberto Dias e José Alberto Machado. É um documentário sobre a vida e a obra do músico e artista plástico suíço Walter Smetak, que lecionou na Escola de Música da Universidade da Bahia, influenciando uma geração de músicos como Gilberto Gil, Rogério Duprat, Caetano Veloso, Gereba, Tom Zé, Tuzé de Abreu, grupo Uakti, entre outros. Smetak destacou-se pelo caráter vanguardista de sua obra. Propôs, dentre outras coisas, que a relação com a música fosse o mais orgânica possível e defendeu a democratização do acesso à arte. Em 1968, já havia produzido cerca de 100 instrumentos experimentais de cordas, sopro e percussão, todos desenvolvidos na oficina de criação que montou no porão na Escola de Música da Ufba.
José Walter Lima – Cineasta, pintor, e, principalmente, agente cultural, José Walter Pinto Lima atua há cerca de 50 anos no cinema da Bahia.Assistente de direção do consagrado Meteorango Kid, o herói intergalático, de André Luiz Oliveira, no qual também aparece como ator, pautou sua vida pelo desejo de fazer cinema. Seu registro sobre o músico Walter Smetak, O alquimista do som, é hoje um documento sobre o extraordinário instrumentista. Ficção meio godardiana, Nós, por exemplo, tem Edgard Navarro como um dos intérpretes. E, recentemente, reconstituiu um longa que estava inacabado há vinte anos: Antonio Conselheiro, o taumaturgo do sertão.
COZINHEIRO DO TEMPO, Brasil, 2009, 60min, 12 anos
Diretor: André Luiz Oliveira
Um olhar poético sobre a vida e obra do autointitulado “artivista” – misto de artista e ativista político nas questões ambientais e ecológicas – Bené Fonteles. Nas suas exposições e andanças pelo Brasil, Bené prega e pratica a “arte da cura”, a arte da autotransformação que na sua dinâmica criadora almeja transmutar o espaço social a sua volta. Sua arte joga luz nas coisas simples da vida e expressa a contemporaneidade de um espírito livre em profundo contato com a natureza.
André Luiz Oliveira – Diretor de um dos marcos do cinema marginal brasileiro, Meteorango Kid – O herói intergalático (1969), prêmio de público no Festival de Brasília e Margarida de Prata da CNBB, nasceu em Salvador e estudou cinema na Universidade Federal da Bahia, na década de 60. Em 1975, dirigiu A Lenda do Ubirajara, adaptação da obra de José de Alencar. Em 1995 dirigiu o premiado Louco por Cinema, com seis prêmios no festival de Brasília, entre eles, o de melhor filme e melhor diretor. É autor e diretor dos recentes filmes Sagrado Segredo (2012) e Ziriguidum Brasília: a arte e o sonho de Renato Matos (2014), premiado no festival de Brasília com melhor direção, melhor filme júri popular e melhor trilha sonora.

UM GRANDE SALTO: E eu, como fico? (One Giant Leap: What About Me?), EUA, 2008, 118min, 12 anos
Diretor: Jamie Catto
Direção Musical: Duncan Bridgeman
Não é sempre que uma pessoa viaja pelo mundo gravando música de vários países e conversando com celebridades, mas o documentário “One Giant Leap: What About Me?” fez disso seu foco, percorrendo mais de 50 países ao redor do globo. Carregando apenas um laptop e uma câmera de vídeo, os produtores e cineastas Jamie Catto e Duncan Bridgeman tiveram algumas aventuras incríveis, exploraram as diferenças entre homens e mulheres, numa explosão amorosamente trabalhada de música, filosofia e imagem. Teceram juntos centenas de entrevistas, conversas, sessões de música e canções, gravadas e filmadas numa jornada épica através de cidades e aldeias do mundo.
Jamie Catto – Como declarou recentemente a revista The Sunday Times Style, Jamie Catto é um catalisador criativo. É o produtor e diretor por trás do projeto musical “Giant Leap”, o primeiro nomeado para dois Grammys em 2003, e chegou a vender mais de 300 mil álbuns, ganhando vários prêmios em todo o mundo. ‘What about me’ (E quanto a mim?), lançado em 2009, ganhou recentemente o Grande Prêmio do Júri de Melhor Documentário no Red Rock Film Festival. Jamie também é membro fundador, cantor, diretor de arte e diretor de vídeo e musical do grupo Faithless. A banda já vendeu milhões de discos desde o final da década de 1990, incluindo mais de 6 milhões de cópias do influente trabalho ‘Insomnia’.
DHRUPAD – DAGAR BROTHERS, Índia, 2006, 63min, Livre
Diretor: Aravind Sinhá
Dagar é uma lenta jornada meditativa sobre a vida e as tradições dos Dagars, uma linhagem antiga de músicos que vêm praticando dhrupad por 20 gerações. Dhrupad é um estilo de canto da música indiana Hindustani, e acredita-se ser o mais antigo estilo de canto conhecido. As composições são antigas e em sua maioria poéticas. É uma música extremamente meditativa e tem o objetivo de aproximar o ouvinte aos planos divinos elevados.
Arvind Sinha – Influente diretor e produtor de documentários, coleciona importantes premiações pelo mundo. A obra ‘Journey and Conversation’ participou do Joris Ivens Competion em Amsterdam, no ano de 2003 e no Festival de Sundance em 2004. Em 2001, foi o ganhador do prestigiado prêmio japonês Hoso Bunka para documentaristas da Ásia na região do Pacífico. Recebeu o National Award, o mais importante prêmio de cinema da Índia oito vezes, sendo cinco como diretor e três como produtor. Seus documentários já foram exibidos em canais de televisão de todo o mundo.
OCCUPY LOVE, EUA, 2013, 86min, 14 anos
Diretor: Velcrow Ripper
O filme explora a crescente percepção de que o sistema dominante do poder não fornece saúde, felicidade ou significado para as coisas. O velho paradigma de concentração de riqueza, fundamentado na ganância de poucos, está causando um colapso econômico e ecológico. A crise resultante tornou-se o catalisador para um profundo despertar: milhões de pessoas estão decidindo que basta e chegou a hora de criar um novo mundo. O filme liga os pontos nesta era de rápida evolução e mudança social, com cenas cativantes de momentos históricos no mundo em que a população se levantou para ser agente da mudança. Apresenta alguns dos principais pensadores sobre sistemas alternativos da economia, sustentabilidade, empatia, incluindo Naomi Klein, Bill McKibben, Jeremy Rifkin e Charles Eisenstein.
Velcrow Ripper – Premiado diretor canadense, tem criado documentários cinematográficos que lidam com as questões centrais do nosso tempo. ‘Occupy Love’ é o último filme da trilogia de documentários ‘Fierce Love’, iniciada com ‘Scared Sacred’, nomeado em 2004 um dos 10 melhores filmes do Canadá e vencedor do Genie (Oscar canadense) de 2005 como melhor documentário. Manteve o prêmio em 2008 com o filme ‘Fierce Light: When Spirit Meets Action ‘ (Luz Feroz: Quando o Espírito encontra Ação). Os filmes de Velcrow são estilisticamente inovadores, envolventes e comoventes. Foi recentemente nomeado “um dos dez melhores cineastas de 2012” pela revista Film Independent.
II FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA E TRANSCENDÊNCIA
Idealização: André Luiz Oliveira e Rubens Carvalho
Elaboração e Captação: Luana Marques
Curadoria: André Luiz Oliveira e Carini Bini
Direção Geral: Carina Bini
Produção: Rubens Carvalho e Delma Sandri
Produção Executiva: Luana Marques
Assistente de Produção: Danielle Camargo
Assessoria de Imprensa: Objeto Sim
Design e Criação Gráfica: Sradha e Samaúma Filmes
Projeção Digital: Samaúma Filmes

SERVIÇO

Data: 2 a 7 de dezembro de 2014
Local: Auditório do Museu Correios, situado no Setor Comercial Sul.
Horários: ver programação
ENTRADA FRANCA